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Autor: leoneida | 8/8/2005 | 00:46:07

lupús

quero saber se tem tratamento para lupsu e se pode ter cura?
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Comentários

Autor: telma maria baptista , PSICÓLOGA - CURITIBA/PR | 21/9/2007 | 16:55:23

Tenho um filho autista – ( verbal) com 17 anos. Moro em Curitiba .

Tratei com homeopatia qdo era pequeno, e a 1ª vez q ele me olhou nos olhos foi com o remédio homeopático (belladona) na época.

Depois a médica disse q não podia fazer muito pela hiperatividade e fomos aos neurologistas. Tentou dar remédio e ele reagiu mal e o médico mandou suspender após 15 dias.



Ano passado após a morte da avó, ele ficou deprimido e bastante agitado o neuro deu CLO., ficou bem, mas este ano após o casamento do irmão mais velho ele entrou na mesma crise novamente e o médico suspendeu o CLO e deu Carbolitium.

Quero me livrar desses medicamentos pois observo q os mesmo não ajudam muito, as melhoras se dão (estou achando pela minha observação) pela elaboração dele mesmo.

Voltei à Homeopatia aqui em Curitiba. Com um médico q é Neuro e Homeopata. Ele está sendo medicado com lítio, e com homeopatia , segundo o médico para trabalhar a dificuldade com perdas.

Pretendo continuar e espero q de certo.


Gostaria de uma orientação sua , se possível. Estou meio perdida, pois sinto q esses remédiso alopáticos despersonalizam meu filho.
tELMA
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Autor: Giovana Berezovsky, médica - São Paulo/SP | 17/10/2006 | 08:14:51

Leoneida,

Cursei especialização em homeopatia na FACIS/IBEHE em São Paulo e tive a oportunidade de acompanhar no Hospital da Móoca um ambulatório direcionado para reumatologia coordenado pela prof. Dra. Lia Rachel Romano desta escola.
As observações relevantes dos tratamentos e resultados são as seguintes:
A Dra. Lia não orienta que se retire os medicamentos alopáticos em uso para que não haja uma piora importante da saúde do paciente, o organismo pode apresentar uma violenta reação se todos os medicamentos alopáticos forem retirados. Alguns homeopatas orientam o tratamento desta forma.
Estuda-se um medicamento único que cubra os sintomas mentais e físicos de acordo com repertorização e retrato patogenético. Ela associa à essa medicação organoterápicos que cobrem os órgãos afetados pela doença. A medicação é iniciada em potências mais baixas e sendo progressivamente aumentada, o paciente recebe a medicação 1 vez ao dia (medicamento único) 2 a 4 vezes ao dia (organoterápicos).
O paciente continua seu tratamento em reumatologia com seu médico alopata que à medida que o paciente melhora retira e/ou diminui as doses dos outros medicamentos, alguns pacientes não contam para o alopata que estão se tratando com homeopatia.
Em geral, há uma melhora evidente nos conflitos emocionais que a pessoa apresenta e se ela não viver em um ambiente familiar com muitos problemas, brigas, dificuldades financeiras, privações, situações que afetem profundamente sua auto-estima e bem-estar, muito provavelmente se costumava internar 4 vezes ao ano passará a internar 1 ou deixará de ser internada devido à doença.
O número de classes de medicamentos associados para o tratamento provavelmente será diminuído assim como doses porque há uma melhora do quadro com o uso da homeopatia.
Tenho duas pacientes minhas no consultório que têm Lupus, uma delas durante os dois primeiros anos de tratamento, apesar de muitos conflitos familiares ficou 2 anos sem internações devido à doença e costumava ficar internada pelo menos 2 vezes ao ano. Entretanto, ela é industriosa, um sintoma que significa que trabalha muito, não pára de fazer coisas, e não está mantendo o tratamento porque pensa não ter tempo para vir, mas me liga para falar como está...
É muito comum, ao atender pacientes mais pobres principalmente ou pacientes que não aceitam ter uma doença crônica, que você não tenha um padrão exato de como se comporta o paciente em relação a medicação, porque se os medicamentos não são gratuitos, muitas vezes o paciente já está sem medicação alopática (mesmo precisando dela) porque não consegue comprar, ou outros simplesmente se recusam a tomar os remédios todos os dias, então ficamos com um tratamento só; com homeopatia e não observamos a retirada dos remédios.
Para o homeopata não se procura curar o Lupus que a pessoa tem, a pergunta do homeopata é: o que é digno de curar no paciente? Pode ser mágoa, pode ser uma situação em que a pessoa ficou doente após um evento como perda pecuniária, ou a morte de um filho, ou uma decepção amorosa, ansiedade em relação a algo, perturbações do sono, com esse tipo de dados o homeopata encontra o remédio para cada um e melhoram tanto as características mentais que a pessoa apresenta como ciúme, falta de confiança em si, medos, como doenças físicas.
A busca pela medicação correta em homeopatia independe de diagnósticos, as características de cada um vão orientar que medicação deve ser escolhida. Você não vai ao homeopata tratar o Lúpus, você se trata por inteiro.

Giovana Berezovsky

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